Â

* Por Antonio Carlos Bento
Andar de carro em São Paulo é um grande exercÃcio de paciência. O motorista enfrenta, cotidianamente, uma imensa frota circulante, uma malha viária inadequada para uma cidade do porte de São Paulo. Os congestionamentos diários não têm mais horários definidos, de manhã ou final de tarde, e enlouquecem a vida do cidadão.
Um problema urbano que gera muito transtorno e prejuÃzo para as milhões de pessoas que precisam se locomover todos os dias em São Paulo.
Insistimos no fato de que, se a malha viária não melhora na velocidade da nossa necessidade, nós, motoristas temos uma contribuição fundamental para melhorar esse caos. O que pode ser feito é simples, como respeitar a sinalização, dirigir com cautela, manter o carro abastecido, buscar alternativas de trajeto e horário, entre tantas outras pequenas mudanças que podem fazer toda a diferença. Mas,  fazer a manutenção preventiva de seu veÃculo para que o mesmo não quebre e fique parado nas ruas e avenidas da cidade pode contribuir sensivelmente para reduzir  os congestionamentos.
O balanço de 2009 da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego, mostra que o número de veÃculos quebrados vem crescendo, em média, 20% ao ano. Dados de 2009 mostram que 18.777 veÃculos por mês apresentaram problemas mecânicos (45%), elétricos (17%), pneu furado (6%) e falta de combustÃvel (1%). São 26 veÃculos quebrados a cada hora nas ruas e avenidas de São Paulo. E, a  maioria dessas panes poderia ser evitadas se o motorista fizesse regularmente a revisão de seu veÃculo, de preferência, em uma oficina de confiança para checar itens de segurança, emissões e ruÃdos que comprometem o funcionamento do veÃculo, a segurança do ocupante e a qualidade do ambiente como um todo. .
Hoje, o motorista só leva o veiculo para fazer manutenção quando o mesmo já apresenta algum defeito e, assim, o transtorno e a despesa são muito maiores. Além de mais segura, a manutenção preventiva é 30% mais barata do que a corretiva.
Estudo inédito realizado no Brasil mostra que 30% dos acidentes de trânsito são provocados por algum problema mecânico do veÃculo. Se os veÃculos estivessem em boas condições, seria possÃvel diminuir o número de acidentes e também reduzir os congestionamentos. Apenas um veÃculo quebrado em uma via como a Marginal Tietê pode provocar três quilômetros de congestionamento em apenas 15 minutos, tempo médio para a CET fazer a remoção.
O motorista precisa ter consciência desse problema e ajudar a melhorar o trânsito, sem falar na questão da segurança do veÃculo que é algo essencial para preservar vidas.
O Brasil é um dos poucos paÃses que possui uma frota circulante expressiva que hoje tem mais de 28 milhões de unidades e ainda não implantou a Inspeção Técnica Veicular que avalia mais 300 itens de segurança, ruÃdos e emissões.
Para não ir muito longe, e dar exemplos bem sucedidos dos paÃses chamados de desenvolvidos, nossa vizinha Costa Rica, com a implantação da Inspeção Técnica Veicular, conseguiu  enquadrar a fatalidade dos acidentes de trânsito em nÃveis europeus, ou seja, 2,8 mortes a cada 10.000 acidentes. O Brasil ostenta a triste marca de 12,4 mortes a cada 10.000 acidentes. E, com a melhoria da qualidade da frota, o trânsito ficou muito mais humano!
A discussão sobre esse tema aqui no PaÃs é longa. Tem mais dez anos e não conseguiu avançar. Enquanto isso, continuamos nos deparando com veÃculos quebrados nas ruas e avenidas que atrapalham ainda mais o trânsito já caótico de São Paulo.
Por isso, precisamos contar com a boa vontade do motorista em preservar o veÃculo em boas condições de uso.
*Antônio Carlos Bento é coordenador do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva, organismo que reúne entidades do setor de reposição de autopeças que criou o programa Carro 100% / Caminhão 100% que visa conscientizar o motorista sobre a importância da manutenção preventiva como forma de garantir mais segurança no trânsito. (Saiba mais em www.carro100.com.br)
















